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Histórias & Ideais
Crónicas e Artigos de uma Professora

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Arquivo: Agosto 2008

27/08/2008 GMT 1

Museu do Oriente

historiaseideais @ 20:10


Galeria Sol/ Museu Oriente

O Museu do Oriente foi inaugurado no 20º aniversário da Fundação Oriente, em Lisboa.
Funcionará como um centro cultural e terá uma programação que inclui cinema, música, dança, teatro, além das exposições voltadas para a Ásia.


O Museu do Oriente define-se como uma unidade museológica permanente, aberta ao público, tutelada pela Fundação Oriente, tendo por missão a valorização dos testemunhos quer da presença portuguesa na Ásia quer das distintas culturas asiáticas.
Museu Oriente
Instalado junto ao Tejo, num edifício construído nos anos 40 para receber os Armazéns Frigoríficos do Porto de Lisboa e agora totalmente recuperado, este projecto da Fundação Oriente ocupa uma área de 15.500 metros quadrados, com seis pisos à superfície e uma cave.

Edifício - Museu do Oriente

 

Biombo Namban

Japão, período Edo, [1615-1865]

Museu do Oriente

A primeira exposição tem 1.400 peças alusivas à Presença Portuguesa na Ásia [essencialmente obras adquiridas pela Fundação ao longo de 20 anos] e a exposição Deuses na Ásia que reúne 650 peças da colecção Kwok On [instrumentos musicais, marionetas, pinturas, porcelanas e lanternas, por exemplo].

©Lusa

Máscara da Ásia
A Colecção Kwok On da Fundação Oriente que engloba cerca de 500 máscaras, permitiu organizar em 2007, na Abadia de Daoulas, em França, a primeira grande exposição de máscaras asiáticas no Ocidente a fim de mostrar a variedade e a sua beleza estética. A presente exposição de mais de duas centenas de máscaras da Índia, Sri Lanka, Tailândia, Indonésia, Tibete, China, Coreia e Japão permite já fornecer uma ideia da sua diversidade.

Nos primeiros dias, o Museu do Oriente apresentou uma peça musical desenvolvida pelo pianista Mário Laginha, que convidou alguns instrumentistas orientais (do Vietname, da Índia e do Japão) para o acompanharem. Terá sido, certamente um belíssimo concerto, já que Mário Laginha é um dos nossos melhores compositores/intérpretes.

Beijing Dance Acdemy

Nos dias 20 e 21 de Setembro, Beijing Dance Academy [China] será talvez um espectáculo a não perder...

Inicialmente baseada mo regime da Bolshoi Academy, recebeu também influências da Escola Francesa, da Royal Academy of Dancing e do Royal Danish Ballet que se reflectem no seu programa de ensino e repertório. Nesta escola têm sido formados alguns dos mais prestigiados bailarinos chineses muitos dos quais têm integrado companhia internacionais.

Espectáculos

GiSouto

Fragmentos culturais

27.08.2008

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

14/08/2008 GMT 1

Suggia... a violoncelista portuguesa

historiaseideais @ 03:13


Guilhermina Suggia [1923]

Augustus John OM, 1878-1961

Tate Gallery


The "Queen of Cellists," Guilhermina Suggia (1885-1950) was one of the first women to make a professional career of playing the cello. From obscure beginnings in Porto, Portugual, she rose to pre-eminence on the concert stage and was hailed as one of the greatest performing artists of her day. Suggia is a legendary figure in musical history legendary in the sense that, while many stories are told about her, few of the facts of her life are widely known.

Anita Mercier, The Juilliard Journal Online, Vol XVII, N. 6. March 2002


Esboço para Quadro

A minha pose explica o segredo da totalidade do retrato. Eu estava a tocar. No decorrer da quase totalidade das poses, eu estava realmente a tocar - não meramente a fingir que tocava, como faria a maioria dos artistas, mas expressando realmente a música de Bach. Toquei principalmente Bach, porque, sendo música clássica, ajustava-se à atitude exigida pelo artista.

Guilhermina Suggia, A Sonata de Sempre, Fátima Pombo

Guilhermina Suggia [1885-1950] iniciou a sua carreira internacional aos 17 anos, foi considerada uma violoncelista genial, equiparando-se aos melhores intérpretes do seu tempo, nomeadamente Pablo Casals com quem viveu entre 1906 e 1913.

Juntos tocaram em muitos concertos pelo puro amor de tocar, sem pensar em programas de concerto ou horários, em empresários, bilheteiras, audiências, críticos de música. Apenas nós e a música- lembrou Casals mais tarde.

Tocou em toda a Europa, Londres foi o centro da sua brilhante actividade musical e sua segunda pátria, mas morreu em Portugal.

“A técnica é necessária como veículo de expressão e quanto mais perfeita a técnica, mais livre fica a mente para interpretar as ideias que animaram o compositor”.



Guilhermina Suggia, “The Violoncello” in Music and Letters, nº 2, vol. I, Londres, Abril de 1920, 106

Dizem que transformou o violoncelo, um instrumento musical "masculino" numa arma de sedução feminina.

When Suggia was born, the cello was considered a "masculine" instrument; both the "ungainly" posture required to play it and the imposing sonority of the instrument rendered it inappropriate for proper young ladies. (Only one professional female cellist is known from the first half of the 19th century: Lisa Cristiani [or Christiani], born in Paris in 1827. Mendelssohn dedicated his Song Without Words, Op. 109, to her.) When Suggia died, largely because of her example, no one could question the place of female cellists in the musical world. Suggia was a rare revolutionary who made breaking all the rules look elegant and easy.


Anita Mercier, The Juilliard Journal Online, Vol XVII, N. 6. March 2002


Entre 22-24 de Fevereiro de 2008, a Casa da Música celebrou o legado artístico da maior violoncelista portuguesa do século XX e uma das mais aclamadas no seu tempo, na Europa.

Infelizmente, esta concertista de tão grande mérito fez muito poucas gravações. Daí que só possamos inferior da magnitude da sua arte pela leitura de uma crítica da época.



Sunday Times, 12 de Novembro de 1924:

“Ela alcança provavelmente o seu melhor nas Suites de Bach, onde nenhum conjunto de sons orquestrais ou de piano vêm escurecer a insuperável beleza do seu tom. Tem-se dito acerca dela que consegue fazer vibrar a sua audiência através da mera execução de uma vulgar escala, o que dificilmente constitui um exagero”.



Madalena Sá e Costa

Casa da Música

Madalena Moreira de Sá e Costa, discípula de Suggia e de Casals, continuadora da sua imensa escola, no Conservatório do Porto, lançou durante esse ciclo dedicado a Suggia, o livro Memórias Recordações que teve lugar na Sala 2, dia 24.02.2008 e que se encontra já em todas as livrarias.

Nele, faz alusão ao célebre violoncelo de Suggia, o Montagnana, que foi legado pela concertista ao Conservatório de Música do Porto e que a CMP retirou para o Museu Soares dos Reis.

Tal como Madalena Sá e Costa e todos os melómanos consideramos que o lugar do Montagnana é no local onde foi legado, isto é numa escola de músicos, para prazer e contemplação de todos os jovens violoncelistas!


Mas o Montagnana, um dos instrumentos musicais mais valiosos do mundo, subiu ao palco do CCB, tocado pelo virtuoso violoncelista português Bruno Borralinho, membro da prestigiada orquestra alemã Dresdner Philharmonie, e interpretou a Integral das Suites para violoncelo solo de Bach em dois recitais que tiveram lugar em 16-17 de Junho de 2008.

 

GiSouto

Fragmentos musicais, Rostropovich plays Bach, Prelude from Cello's Suite n.1

14.08.2008

Este post publicado em 08.06.2008, sob pseudónimo, foi agora reescrito para ser actualizado.

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Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

02/08/2008 GMT 1

Manoel de Oliveira em Serralves

historiaseideais @ 03:08

Manoel de Oliveira
http://serralves.com
12 Jul - 02 Nov 2008 - MUSEU

Esta primeira mostra do trabalho do cineasta no formato expositivo centrar-se-á no modo como Manoel de Oliveira reinventou o cinema através de uma linguagem que lhe é única. Paralelamente está programado um ciclo de cinema, onde serão exibidos no Auditório do Museu de Serralves todos os filmes que Manoel de Oliveira realizou até ao momento.

Comissariado: João Bénard da Costa / João Fernandes

Produção: Fundação de Serralves

Fundação Serralves

Manoel de Oliveira foi homenageado em 19 de Maio, durante a última edição do Festival Internacional de Cinema de Cannes 2008, tendo recebido a Palma de Ouro, o mais importante prémio do festival.

«Prestes a celebrar 100 anos, Manoel de Oliveira é um testemunho vivo da evolução da arte do cinema, da passagem do mudo ao sonoro, do preto e branco ao technicolor, uma personalidade que acompanhou um século de cinema.»

TSF


19.05.08


Manoel de Oliveira/Reuters 2008
http://www.reuters.com


“Ao longo de um século eu cresci com o cinema e hoje eu sei que foi o cinema que me fez crescer. Viva o cinema”!

Manoel de Oliveira no Grand Théâtre Lumière

Na abertura da 65ª edição da Biennale di Venezia, mais uma vez foi dada grande relevância a este realizador, ao presenteá-lo na cerimónia de abertura. O director  do Lido, Marco Müller apresentou-o como o "grande mestre do cinema".

Manoel De Oliveira, il regista portoghese che alla vigilia dei 100 anni é tornato ao Lido con un cortometraggio, 'Do Visível ao Invisível', proiettato prima del film d'abertura. Al maestro la Mostra ha voluto regalare lo stesso omaggio che abitualmente va al vincitore del premio per la migliore opera prima: la pellicola per il suo prossimo film.
                                             Manoel de Oliveira
                           
                                        Biennale di Venezia 2008

Estenuante il quasi centenario (e sempre giovaníssimo) Manoel de Oliveira nel ripercorrere in francese la storia del cinema, partendo addirittura da Cabiria e dal muto.

É pois mais do que meritória esta mostra portuguesa dedicada a Manoel de Oliveira que celebrará 100 anos em Dezembro, sendo o realizador mais velho do mundo ainda activo!

Independentemente de se gostar ou não, da sua técnica e dos seus conceitos sobre cinema, ele é um referência fundamental do cinema europeu.

Basta folhear os Cahiers de Cinéma!

Para além da exibição da sua vasta filmografia e das várias visitas guiadas, é de prestar especial atenção a dois eventos:


Seminário

MANOEL DE OLIVEIRA: O MODERNO PARADOXAL

07-10 OUT 2008, 18h30-21h00

Simpósio Internacional dedicado à obra de Manoel de Oliveira

(datas a anunciar)

G.S.

Fragmentos culturais, em jeito de homenagem a um homem que dedicou a sua vida ao cinema.


02.08.2008

[actualizado em 29.08.2008]

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